sexta-feira, 30 de setembro de 2011
privada
Quando sentou-se no vaso e estremeceu pensado que era naquela privada que ele mijava, naquela privada que ele cagava. Passou depois o papel na boceta de forma lenta e emocionada e, saindo do banheiro, mal conseguia olhar para ele.
amor
E voltando a deitar-se com ele voltava a perceber a delicadeza da água que escorria da torneira e da bosta que saia de seu rabo. Amava aquele homem.
nem nuca, nem costas
Ela gostava de sentir a boca dele alí, onde não é mais nuca mas tampouco é costas. Se arrepiava intera e sentia em seu rabo o futuro de uma presença.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
saudades dele
Saber que não teria mais aquele macho que entendia o som dos animais, a direção do vento e o silêncio das rochas tirou-lhe a vontade de falar e seu olhar ficou perdido. Vendo só a ausência dele entendeu o preço da escolha que havia feito. Sofria a falta daquela bunda, daquele torso, de todo aquele volume vivo e daquele pau, que ele mesmo havia lhe contado que pulsava por ela.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
feminilidade
Para ela o mundo parecia mais suave e seu corpo mais femino e delicado. Estava esquecendo-se dos homens e voltava a desejar mulheres.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
existencialmente broxa
E toda vez que ia vê-la algo de trágico acontecia. Ele, ao invés de gozar da delícia viva e úmida daquela mulher, voltava-se então para aquilo que estava findando. Com o decorrer do tempo e as sucessivas frustrações ela, por um momemtno esquecendo de toda potencia daquela virilidade vivida, percebeu com repulsa e desprezo que ele era existencialmente broxa.
Quem pensa que por causa disso ele saiu das fantasias de seu sexo se engana, isso a fez desejá-lo ainda mais: regojizava imaginando o dia em que iria curá-lo com seu afeto desesperado de santa.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
infinito
No infinito daquela nudez daquele moço encontrava o lugar que não era nem seus pés no chão e nem sua cabeça nas nuvens, era o espaço universal que havia entre seu sexo e seu coração. Era todas as mulheres e ao mesmo tempo nenhuma.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
em uma metáfora
-Desculpe, você é minha amiga, mas é um tesão.
Ela ouviu, riu e quis comê-la em uma metáfora.
imagem picassiana

-Sabe, agora eu percebi que ele gosta realmente de mim. Antes achava que ele não me levava sério e que era um filho da puta.
Ela disse isso, querendo ouvir o sim da amiga que transformaria toda aquela pintura romântica em realidade. Mas a outra respondeu:
-Ele gosta de você, não te leva a sério e é um tremendo filho da puta.
Por nunca ter estado nos braços daquele homem a outra não estava a mercê daquela bunda bem feita. Então mesmo excitando-se com as chupadas que ele havia dado na xoxota da amiga, formava dele uma imagem picassiana.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
estava olhando ele
Outra moça, a vendo vendo fazer caras e bocas enquanto olhava a tela do computador, apontou rindo e falou:
-Olha como você interage com isso!
Ela então virou o computador e mostrando a imagem do lindo homem que havia na tela:
-Com isto? - perguntou lembrando que ele também a desejava.
A outra perdeu o riso, e calou-se
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
o espírito santo
E naquele pensamento feliz a amarga ausência dele quis se insinuar. Mas ela foi salva por um passaro, que furando o ar justamente em sua frente a trouxe de volta para a vida nova que abria-se sem cessar.
domingo, 4 de setembro de 2011
como porcas
Comiam aquela comida gordurosa como duas porcas, riam e conversavam se sentindo cada vez mais redondas. Eram barrigas, seios e quadris que se tornavam satisfeitos e cheios mesmo com a magreza das moças . Misturando carne, pão, batata, maionese, suco, engordando as coxas, aumentando a celulite e amaciando a carne, a tristeza passava.
-É um pecado!, exclamou alarmada a primeira.
-Mas isso fica entre nós!, susurrou séria a outra.
Só alí em segredo é que toda aquela fertilidade era permitida.
necrófila
Eventualmente chega o dia em que você tem que matar o seu marido, trepar com o cadáver, engolir tudo o que não pode ser dito e chorar por cima daquele corpo apodrecido durante dias.
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